Fonte: Gislaine Morais/VGN
O deputado estadual e candidato à reeleição Fábio Tardin, o Fabinho (Podemos), fez duras críticas à gestão da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e afirmou que a população foi “enganada” por promessas que, segundo ele, não foram cumpridas. Em entrevista ao programa No Ar, com o jornalista Geraldo Araújo, na manhã desta quarta-feira (02.09), o parlamentar também classificou como “caótica” a situação financeira da Prefeitura.
Ao ser questionado sobre a administração municipal e o conflito político entre a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, Fabinho afirmou que Moretti assumiu compromissos que não teria condições de cumprir.
“Infelizmente, a prefeita prometeu tudo que ela não poderia cumprir. Não está fazendo, ao contrário. Prometeu ônibus novos, prometeu que ia colocar outra empresa, arrancar a União Transporte. A União Transporte está aí, mais viva que nunca. Prometeu que ia entregar água. Infelizmente, a população foi enganada mais uma vez”, declarou.
O deputado também apontou problemas financeiros na administração municipal. Segundo ele, empresários e prestadores de serviços relatam dificuldades para receber pagamentos da Prefeitura.
“Hoje, infelizmente, a situação da Prefeitura é caótica. Empresários falando, relatos da dificuldade que eles têm vivido. Não paga carro que é alugado, não paga vans que estão sendo usadas na Saúde, da hemodiálise, e tantos outros fornecimentos, gás no Pronto-Socorro. Então, é terrível a situação”, afirmou.
Fabinho relacionou o cenário financeiro à incapacidade do município de realizar os investimentos necessários no sistema de abastecimento. Para ele, a solução definitiva para a falta de água passa pela concessão dos serviços à iniciativa privada.
“A água aqui só vai ser resolvida de uma forma: com a concessão, com a privatização”, defendeu.
O parlamentar afirmou que sustenta essa posição há pelo menos sete anos e estimou que seriam necessários cerca de R$ 1,8 bilhão em investimentos para solucionar os problemas estruturais do sistema.
“Quem tem condições de fazer esse investimento? Setor público, a Prefeitura? Jamais. O Departamento de Água e Esgoto do município (DAE/VG), de uma vez por todas, não consegue avançar, não consegue pagar as suas contas em dia”, disse.
Apesar das críticas à gestão municipal, Fabinho avaliou positivamente a “Aliança pela Água”, que prevê investimentos de até R$ 60 milhões em ações emergenciais no abastecimento de Várzea Grande. Ele atribuiu ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) capacidade financeira para ampliar os aportes no município.
Segundo o deputado, os investimentos previstos não resolverão imediatamente o problema, mas podem melhorar o abastecimento enquanto uma solução definitiva é discutida.
Fabinho também atribuiu parte da crise atual à falta de investimentos das administrações anteriores. Segundo ele, o crescimento populacional de Várzea Grande não foi acompanhado pela modernização da infraestrutura de distribuição.
“Nós não temos problemas de captação, nós temos problema de entrega, de transmissão. São redes velhas, arcaicas, rede com 90 anos, de amianto ainda nós temos aqui na cidade de Várzea Grande”, declarou.
Ao concluir a avaliação, o deputado criticou a ausência de grandes obras estruturantes no município.
“Passam gestores e passam gestores na cidade de Várzea Grande; nós não temos uma obra de qualidade, nós não temos uma obra impactante, nós não temos uma obra que vá melhorar o trânsito. Um viaduto sequer não consegue se fazer na cidade de Várzea Grande. É inadmissível, nós temos a segunda maior cidade do Estado”, afirmou.
