Fábio Tardin diz que candidatura própria do Podemos afetaria acordos políticos

Fonte: João Fraga & Angelica Gomes/ VG News

A possibilidade de o Podemos lançar candidatura própria ao Governo de Mato Grosso ainda não tinha uma definição até o início da convenção realizada nesta terça-feira (04.08). Em entrevista à imprensa, o deputado estadual Fábio Tardin afirmou que a decisão seguia em discussão e reconheceu que uma candidatura própria poderia atrapalhar compromissos políticos já assumidos por pré-candidatos da legenda com outros grupos.

Segundo Tardin, as negociações se intensificaram nas últimas horas em busca de um consenso dentro do partido. De acordo com ele, o principal objetivo das conversas era construir uma candidatura do presidente estadual do Podemos, Max Russi, ao Governo do Estado, mas a possibilidade não avançou.

“Nós dialogamos muito. Essa noite foi uma noite longa. Agora de manhã fizemos outra rodada de reuniões para chegar a um denominador comum. O denominador comum seria o presidente Max Russi ser candidato. Infelizmente, até cerca de duas horas atrás, essa possibilidade não avançou”, declarou.

O parlamentar explicou que, diante do cenário, parte dos integrantes da legenda defendia apoio ao candidato Wellington Fagundes (PL), enquanto outro grupo, do qual faz parte ao lado do deputado Beto Dois a Um, manifestava preferência por caminhar com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Apesar das divergências, Tardin ressaltou que a decisão caberia aos convencionais e reforçou que o partido é soberano para definir os rumos da eleição. “Quem tem a palavra final é a convenção. O partido é soberano. Se entender que deve lançar candidatura própria, nós teremos que acompanhar como partidários”, afirmou.

Ao comentar os impactos de uma eventual candidatura própria, o deputado reconheceu que a decisão poderia interferir em compromissos já assumidos por integrantes do Podemos. “Uma candidatura própria atrapalharia os planos de outros candidatos que já fizeram compromisso de apoiar outros candidatos”, disse.

Durante a entrevista, Tardin também afirmou que o Podemos acabou ficando isolado nas articulações políticas após a definição de outras legendas por projetos diferentes. Segundo ele, independentemente do nome escolhido para compor outra chapa, a legenda deixou de participar das principais alianças. “O Podemos foi isolado. Não é pela escolha do Fábio Garcia, poderia ser qualquer outro. Não sendo um nome do nosso partido, acredito que a maior agremiação do Estado, do tamanho e da força que o Podemos tem, acabou ficando de fora dessas composições”, declarou.